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terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade


Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade, eu mesmo para garantir a existência de algo, faço questão de pesquisar no Google, se não tiver lá, é porque não existe. Aliás, você já tentou pesquisar “google” no Google? Não faça, dizem que você cairá num buraco negro, caso tente e for mentira, me conta aqui no blog depois.

Mas não dá confiar em tudo o que dizem por aí, nem no Google. Essa semana mesmo surgiu uma foto que supostamente seria o rosto de Michael Jackson, da forma como foi enterrado. Sua face estava toda desfigurada, idêntica a um dos monstros de seu clipe thriller.

Claro que duvidei da veracidade da foto, já que após sua morte, foram reveladas imagens de ensaios seus, de pelo menos dois dias antes de sua morte, e mesmo estando muito feio, estava bem melhor do que na foto divulgada do seu enterro. Até porque caso aquele rosto seja o dele, posso garantir que não precisava de autópsia para descobrir a causa da sua morte, pois se for, com toda certeza ele pegou fogo e apagaram a pauladas.

Depois da morte do rei do pop, o que se viu, foi uma febre de vendas nos melhores ambulantes do Brasil, onde você pode encontrar dezenas de DVD's a incríveis 2 reais, dos mais variados shows de sua carreira. Com umas 20 "pila", você pode ter em casa toda uma coleção do eterno Peter Pan, com tudo o que ele já produziu para a música.

Não importa se é produto pirata ou não, afinal, cada um paga quanto pode e tornar-se fã do Michel Jackson não tem preço. Michael que para muitos não era desse planeta, na verdade, parecia ser de outro, não é atoa que seu passo mais famoso é o "Moonwalker", passo que deslizava sobre a lua.
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Falando em Lua, essa semana comemorou-se 40 anos do homem ter pisado nela, que pra mim, quando pequeno, não passava de um enorme e suculento queijo, hoje nem tanto, já não gosto tanto assim de queijos. Nem de queijos e nem de histórias fantasiosas da superação americana, de passear pela superfície lunar.

Na verdade, devia se comemorar 40 anos, do fato de o homem não ter voltado à lua, e por quê? Será que lá era tão chato assim? Cadê o progresso, as estações espaciais que garantiriam a possibilidade de vivermos na lua?

Estamos em 2009, beirando a 2010, e não temos um único shopping lunar, viajens turísticas, ou uma fábrica da Coca-Cola. Ainda em 1994, nos meus 11 anos, podia jurar que veríamos uma copa do mundo na lua. Imagina o Brasil campeão lunar, ou até mesmo o meu Corinthians ganhar um torneio na lua, hein? Tá bom, isso seria mais difícil eu sei, mas imagina.

Iríamos colonizar nosso satélite natural, seria realmente um grande salto para humanidade, um salto fundamental. Pensa que com tantos chineses no mundo, precisamos de um lugar urgente para mandá-los, não só eles, mas como também, os palmeirenses e todos os nossos hermanos argentinos. Enquanto isso agente faz de conta que acredita.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Rei do Pop


Iria falar da minha ansiedade para essa final da copa do Brasil entre Corinthians e Internacional, que dá vaga para a almejada Libertadores de 2010, ou sobre o concurso do PR, Partido da República, que está promovendo para escolha do seu novo mascote, com prêmio de 10 mil reais e tudo. Algo inovador na política brasileira. Mas aí o Michael ganhou os noticiários do mundo inteiro, dessa vez com sua morte. Então decidi dar meu pitaco nesse assunto.

Longe dos escândalos, das dívidas e dos processos judiciais, Michael, foi um gênio não só da música, mas de toda humanidade. São gênios assim, que nos mostram como somos normais, suas criações são atemporais que marcaram época e ditam as regras de todas as outras.

Quem nunca viajou em suas canções? Quem nunca tentou fazer o moonwalker? Michael Jackson foi estratosférico, para todos nós e ainda mais para ele mesmo, ele queria ser grande e foi muito maior, quis ser o que nunca foi e transformou a sí mesmo, coisa de gênio, que transitou sempre na linha tênue da normalidade e loucura.

Michael amava a música tanto quanto o mundo lúdico infantil, enquanto não cantava, preferia estar brincando com seus pequenos seguidores. Muitos afirmam e acreditam que ele gostava mais do que devia, invertendo os valores. Difícil não fazer um paralelo com o pequeno Alfie Patten, garoto inglês que ganhou notoriedade mundial ao assumir ser pai com 13 anos de idade. Michael com toda certeza, deve ter se desesperado com o caso. Ele querendo ser o Peter Pan, e o Alfie querendo ser adulto.

Michael se foi, e agora suspeita-se que seus filhos não sejam seus, segundo palavras da mãe biológica de seus filhos. Alfie também, o garoto de 13 anos em maio descobriu que na verdade ao invés de ser o pai mais novo do planeta , tornou-se o corno mais novo da humanidade, ficou provado que o bebe não é seu filho.

Agora Alfie será motivo de chacotas na escola, por seu enorme chifre levado em rede mundial. Ao menos poderá, caso queira é claro, voltar a brincar de amarelinha, e curtir o final de sua infância. Michael não, se foi voando para terra do nunca.

Não sei se Alfie era fã do Michael, mas os fãs mais céticos do rei do pop preferem crer que ele não morreu, fugiu da mídia e reaparecerá de forma triunfal, fantásticas, explicando que tudo não passou de uma grande brincadeira, tomara que seja mesmo. Para falar a verdade, até quero crer nisso, vou entrar nessa corrente.

Mas é claro, que mesmo de forma cômica, prefiro acreditar que depois da Dercy Gonçalves ter batido as botas, estamos todos livres para ir. Ela que viu tantas coisas, como a guerra mundial, a guerra fria, o Brasil ganhar 5 copas, o Obama e o Lula serem eleitos, Fidel Castro perder força em Cuba, viu de tudo, quer dizer, quase tudo. Como recebi um email sem graça hoje cedo, só não viu o Corinthians ganhar uma libertadores, mas nessa quarta daremos início, ganhando a copa do Brasil sobre o Inter, e o ano que vem Libertadores. Assim espero.
Descanse em paz Michael...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Infância


Descrição: Cidadão 20 e poucos anos, blusa, bermuda e papete no pé, ouvindo um MP4 e chupando uma casquinha mista. Há algo de errado nisso? Parece que sim, esse era eu agora a pouco na rua, indo pagar uma conta e todo mundo ficava me encarando, de fato, muito suspeito, mas nem liguei, estava entredito na música, ouvindo Michael Jackson, eu adoro Michael Jackson, ele é bom demais, fala sério? Ouvindo ele me lembrei de crianças, vai saber por que né? Descobri o Michael na minha infância e ele já havia estourado no mundo.

Eu, quando era criança era bobo demais, não que não seja hoje, ainda sou, mas tento disfarçar, mas naquela época não fazia cerimônias para esconder, era meio bocó mesmo, daquele tipo de criança que empina pipa no ventilador e joga bolinha de gude no tapete, também tinha medo de tudo, tudo mesmo. Meu pai sempre me perguntava se eu era um homem ou um saco de batatas e eu com lágrimas nos olhos, respondia que era o saco, meu lema ainda criança era, "Mais vale um covarde vivo do que um herói morto". Ainda é.

Eu tive uma infância feliz, estava sempre no mundo da lua, gostava de desenvolver brincadeiras que vinham direto da minha imaginação, eu e meu amigo imaginário, o Breno, que aqui em casa todo mundo diz que eu só deixei de conversar com ele na vida adulta; Isso é motivo de piada na família até hoje. Eu e o Breno gostávamos de fazer receitas especiais, chupar gelo raspado do congelador com açúcar, misturar Nescau com água, comer pão com pasta de dente, entre uma caquinha de nariz e outra. Enfim, era uma criança “saudavelmente” normal.

Alfie menino de 13 anos, inglês, que ganha as manchetes do mundo inteiro por tornar-se pai, com toda certeza acha que minha infância foi chata, enquanto eu estava no muro fingindo ser um equilibrista, com uma platéia enorme, ele preferiu ficar no muro vendo as outras meninas mais velhas passarem, enquanto eu pulava amarelinha, ele optou em pular com outras meninas, pulou, pulou, e agora é papai.

Eu na minha infância queria aqueles robôs, que erguiam o braço, diziam qualquer comando e acendiam uma luz em seu dedo como se lançasse um raio mortal. Alfie leva a vida mais a sério do que eu, ele quis um brinquedo de verdade e está com um bebê em seus braços, que não soltará raios é verdade, mas dará muito trabalho aos inimigos intergalácticos.

Se o Alfie repetir alguns anos poderá estudar com o filho, jogar bola com ele, paquerar outras meninas, e até disputar quem “pega” mais na "balada". Isso se ele não estiver casado é claro. Alfie é bem dotado, e não pense por outro lado, já pensou né? Não sou malicioso como Alfie, quero dizer superdotado, na inteligência, pelo menos é o que eu imagino ou espero. Desses que vivem a frente do nosso tempo, tomara que ele já arrume um emprego, que seja promovido, que obtenha ascensão rapidamente, e que até abra sua própria empresa. E que ele faça uma linda coisa para ele mesmo e para humanidade, algo diferente de seus pais. Eduque seu filho.