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terça-feira, 28 de julho de 2009

Herói? Sei não viu!

Mais vale um covarde vivo, do que um herói morto. A coragem, nunca me foi uma das qualidades mais sobressalentes. Para ser honesto, até trago comigo pavores de coisas muito estranhas, como o medo de borboletas. Não sei porque, mas acho que elas tramam algo contra minha pessoa. Esse lance de primeiro ser lagarta e só depois virar uma libélula, não me cheira muito bem.

Não sou um herói, definitivamente não, ao contrário de muitos que aspiram ser, não compactuo com esse lance de heroísmo, sou totalmente contra. Ainda mais, desses que aparecem nas telas de cinema, pois eles próprios atraem todo tipo de inimigo para suas cidades onde vivem.

Não gostaria nem por um segundo morar na cidade do Homem-Aranha, pois lá aparece um inimigo mais aterrorizante que o outro. Tanto Batman, quanto Superman, ou ainda muito pior, o X-Men, não te trazem a mínima sensação de segurança.

Qual a vantagem de tê-los em sua cidade te protegendo? Eu respondo, nenhuma. Conviver com esses heróis, é o mesmo que conviver com o constante medo de sua cidade ser ataca, por um louco desvairado, também com super poderes, que cospe fogo pela boca, mata 1000 inocentes, para só no fim e somente no fim, eu repito mais uma vez, só no fim, ser capturado pelo nosso suposto herói.


Pior ainda são os Japoneses. É até aceitável, quando aqueles 5 ou 6 palhaços, cada um com uma cor de roupa, lutam com monstros de outros planetas, mas sinceramente, quando eles resolvem usar aqueles gigantescos robôs, os estragos são irreversíveis, a ponto de os donos de imobiliária arrancarem os cabelos de desespero.

Com as batalhas, eles simplesmente destroem toda cidade. Juro que é melhor então ser atacado pelo monstro, pois toda vez que esses robôs tentam impedir, derrubam pelo menos 30 prédios, 20 viadutos, e mais umas 10 montanhas, para enfim com uma espata liquidar o bicho do mal, supostamente mais ameaçador que isso. Fala sério! O que realmente dá mais medo? O pobre King – Kong, ou o robô dos Power Rangers?

Quer saber? Detesto os heróis, a não ser que exista um, que te salve contra as abomináveis borboletas, se alguém conhecer, me avisa, tem uma aqui voando pela janela.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Espíritos


Esses dias alguém me perguntou se os textos que lê aqui no blog são de minha autoria; Respondi que sim, mas fiquei intrigado, talvez ele tivesse achado que eu era um ladrão de textos, ou então desconfiou que eu andasse psicografando de algum espírito, coisa muito comum hoje em dia.

Outro dia até li um texto psicografado, o único problema é que continha vários erros de português, talvez fosse um espírito repetente, ou semi-analfabeto, sorte mesmo tem a Zibia Gasparetto, o espírito que ela psicografa, escreve muito bem e vende milhões de livros; Mas como não quero correr esse risco, prefiro escrever eu mesmo, até porque não tenho talento algum em psicografar, e além de tudo tenho pavor desses lances mediúnicos, fantasmas, espíritos, essas coisas paranormais me deixam angustiado.

Hoje mesmo, pela manhã acordei com um barulho na sala, fiquei apavorado, era o som de alguém jogando moedas, quem diabo iria acordar cedo e jogar moedas pela casa? Não tive coragem nem de colocar a cabeça para fora do cobertor, fiquei ali só escutando, sem coragem para nada, fiquei pedindo para acordar, aquilo só podia ser um pesadelo, mas como não acordei, percebi que era real.

Apelei e comecei a rezar para Deus, que não interveio, talvez estivesse chateado comigo, já que na última noite, tinha esquecido de agradecer-lhe pelo meu dia. Foi aí que saquei tudo, era isso, só podia ser coisa de Deus, queria-me ver borrado de medo, de certo mandou um anjo aprontar essa comigo.

Ouvi barulho na pia do banheiro, a água escorria, e aquilo me gelava de medo, então veio o silêncio, mais nada, sumiu tudo, era só o silêncio, então foi aí que ouvi a sonora descarga, pois é, a descarga... É fogo ser bundão.