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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Televisão Safadinha

Isso mesmo, a televisão é safadinha; O sexo nunca esteve tão presente na televisão brasileira. Do programa do Jô, às pegadinhas eróticas do Silvio Santos. É sério, até sinto falta da “comportada” banheira do Gugu, que antes constrangia apenas donas de casa desavisadas e hoje seria algo até puritano diante de tanta exposição corporal. São glúteos, mamas, e muita “pegação” na televisão.

Com tanto sexo exposto, talvez fosse melhor se todo aparelho de televisão fabricado além de já ser estéreo fosse estéril, assim ninguém correria risco de engravidar vendo TV. Eu sei, a analogia é tosca, mas minha preocupação é muito verdadeira. O sexo está em toda programação, até mesmo no esporte, mas todos sabem que o único problema, é que na hora “H” o Palmeiras sempre brocha (prometo que é a última piada infame).

Eu até gostaria de sugerir ao governo brasileiro, que se crie um canal exclusivamente para toda essa pornografia que tanto amamos, e claro, aproveitar para enchê-lo de horário político, afinal, uma boa putaria nunca falta nesses programas. Calma, eu sei que estou desbocado, mas fala sério, aparece cada figura trajada de forma bizarra, falando coisas bizarras, buscando votos de eleitores bizarros, então nada mais justo, que dar-lhes espaço na grade de programação.

Aliás, podia até ter um programa de auditório, onde o político dos seus sonhos faria um streap-tease e dependendo do desempenho, a platéia encheria sua cueca de dinheiro. A única coisa que não seria permitido é fazer uma oração depois da samba-canção estiver cheia de grana. Contudo, analisando pela forma física de muitos deles, teriam que ter muita sorte para conseguir colocar um único real na ceroula, iriam precisar de muito trevo de quatro folhas, pé de coelho, ferradura de cavalo, e até galho de arruda. Arruda? Nossa! Esse programa não vai dar em boa coisa.

Para liderar essa programação, poderiam chamar a Gretchen, que além de possuir experiência na telinha, já saiu como candidata política e ainda gravou filmes pornôs; É bem verdade que em nenhuma dessas 3 frentes ela foi tão bem assim, mas de qualquer forma me parece que a rainha do bumbum é a pessoa qualificada, afinal, estamos falando de um canal de bacanal, e não de algo recatado e certinho.

Falando em certinho, para ficar perfeita a programação, poderia ter uma atração de orgia, voltado para pessoas, digamos, mais moderninhas e desapegas com o tradicional. Já até imagino o roteiro, com oito anões, cinco garotas vietnamitas, seis albinos, 32 mulatas (preferência para brasileiras) e quatro cabras; Aí é só gritar gravando, que teríamos um programa recorde de audiência. O que acha?

Que foi? Não gostou das cabras? Não entendeu? Usa imaginação, ou você não é moderninho (a)? Talvez ainda seja quadrado do tempo da banheira do Gugu. Se não gostou da minha idéia, não fica aí fazendo cara feia, saí para lá com seu mau-olhado, que para o seu governo, eu to segurando um galho de arruda aqui na mão. Arruda? Meu Deus, melhor deixar isso para lá, essa crônica está ficando politicamente incorreta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Matando o Tempo


Hoje é terça-feira, e como ritual tenho que postar aqui mais uma crônica, com meus pensamentos, sobre as coisas que vivo, ou vejo os outros viverem. Mas sabe quando a idéia não vem? Você senta, escreve uma linha, depois risca, escreve outra e rabisca também, até entender, que na verdade você não sabe exatamente o que escrever. Hoje está sendo assim, tenho certeza que essa folha em branco, está me chamando de cabeça vazia, ou cabeça de vento, está rindo de meu momento sem idéias. Dá até vontade de escrever um palavrão nela, mas melhor não provocar.

Eu bem que poderia falar, sobre o fato da crise mundial, torna-se menos assustadora que a gripe suína; Sobre o Fernando Lugo, ex-bispo, agora Presidente do Paraguai, vendo-se com um monte de filhos para assumir, feitos no seu período religioso. O Ratinho bem que poderia dar uma força para essas mães, já que ele voltou ao ar, com seus exames de DNA, pois aí tem café no bule.

Nesses momentos tento fugir da rotina, fico caçando o que fazer e como não achei nada que conseguisse escrever, comecei a ligar para as rádios, aqui em São Paulo, a única que consegui falar, foi na Gazeta FM, 88,1. Atenderam-me super bem, achei ótimo, é a primeira vez que consigo ligar numa rádio, iria entrar ao vivo, e para isso a atendente, solicitou que informa-se qual música iria pedir no ar, disse que queria ouvir Metallica, a moça com toda educação do mundo, me informou que a Rádio não toca esse estilo musical, então pedi Phil Collins, a ligação caiu subitamente.

Então fui zapear a TV, fuçar a internet, procurar notícias. Porém uma delas chamou-me a atenção e tem haver com nossas impressões digitais, que está cada vez mais em voga no mundo tecnológico, hoje já é comum você ter acesso a um prédio, através de seu dedão, é só encostá-lo no leitor e pronto. O mesmo vale para fazer aulas na academia, na auto escola, acessos a eventos esportivos e etc.. Até aí achei muito interessante, mas agora, ainda há a possibilidade de se fazer pagamentos via impressão digital. Estou preocupado, sério mesmo, daqui a pouco só sairei na rua usando luvas blindadas, imagina você, se vira moda o roubo de dedos? Idealiza eu indo na delegacia para fazer o B.O

- Seu guarda, roubaram meu dedão.
- E como ele era?
- Igual a esse outro.

Não sei se parece-me uma boa idéia, mas se me roubarem um dedo, eu faço um pedido ao ladrão, que leve o dedo mindinho, já que não sei para que ele serve, a não ser para cutucar meu ouvido. Tranquilo, pode levar, o Lula mesmo é presidente sem ele.




Bom, você viu o quanto eu enrrolei? colocando em risco meu muitos ( leia-se poucos ) leitores, conquistados com tanto custo ( leia-se, com propaganda no orkut ). Na próxima semana prometo que você gastará melhor seu tempo aqui, claro se houver a próxima semana.
Abraços



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eu e as Drogas


Meu consumo de drogas está elevado, eu assumo, sou um dependente, comecei com coisas leves, mas cheguei num estágio complicado, perdi total controle, eu confesso. No início fui curioso e experimentei assistir o programa da Luciana Gimenez, foram alguns minutos, para eu ficar completamente interessado pelo tema do programa, “Funk denigre a mulher?”.

No dia seguinte já estava assistindo de novo, onde contemplava o tema “Sou Maria Chuteira e daí?”. Acompanhei uma rica discussão acerca do mesmo, até liguei para o programa querendo dar minha opinião, mas como não era jogador de futebol famoso, apenas de fim de semana com os amigos, não consegui.

O final de semana chegou e achei que teria um momento de paz, e quem sabe restabelecer minha saúde mental, mas ao zapear os canais tive a infeliz idéia de assistir o Domingo Legal com o Gugu, aquele mesmo que já me enganou com a história de entrevistar membros do PCC, e no final era tudo uma farsa, eu ia até trocar de canal quando me lembrei dessa história, mas quando vi aquelas modelos mostrando a calcinha, com a bunda de fora, dançando uma música, cujo refrão era algo do tipo “eu balanço para você ficar louco” não resisti, a carne é fraca e fiquei ali por mais um tempo, engolindo aquelas atrações extasiantes.

Estou ligadão, como dizem por aí, por dentro de quadros de fofocas, Jornalismo sensacionalista, humor apelativo, tudo isso tem feito parte do meu dia a dia de viciado; O que consumo de mais leve é aquele programa que mostra só as mãos das modelos vendendo jóias caras, que particularmente acho eletrizante, fico torcendo para eles venderem tudo, assim elas podem colocar novos anéis na mão.

Só comecei a me dar conta desse meu vício por drogas, quando numa manhã ao me olhar no espelho, notei uma cara levemente de bunda, então decidi escrever essa crônica, também como uma carta, estou procurando ajuda, quero sair dessa, agora que começou o BBB9, estou com muito medo, não quero ter uma overdose.

Essa crônica está sendo enviada à Márcia Goldschmidt, até sugiro o tema para programa “Me ajuda, estou viciado em drogas como o seu programa”, caso ela não aceite, ainda posso tentar o programa Casos de Família, pelo menos a Regina Volpato é mais bonita.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Paralelo


Fui comprar um CD de jogo, ao chegar à loja solicitei o titulo do qual estava interessado, então o vendedor me perguntou se queria o original, ou o paralelo, me senti até mais tranqüilo em comprar, é difícil comprar algo pirata, você sempre se sente culpado depois, pelo menos eu me sinto, é uma sensação de estar destruindo a sociedade politicamente correta, mas já que ele o chamou de paralelo fiquei mais aliviado, é mais fácil falar que compro produtos paralelos do que piratas, parece que é um produto produzido em outra dimensão. Até achei que é igual você ir à farmácia e pedir o remédio genérico ao invés do “de marca”. Falando em remédio genérico, ao passar pelo centro de São Paulo me deparei com uma roda de pessoas, aproximadamente umas 20 ou 30 (sou péssimo de conta), estavam todos olhando um rapaz que falava alto, batia palmas e oferecia à todos uma pomada, que segundo ele limpava a pele, curava ferida, combatia alergia, tirava dores do corpo, dor de cabeça e até dor do rim, um produto paralelo maravilhoso, milagroso, vendida a um preço ínfimo perto de todos esses remédios que você teria que comprar para curar-se de todas essas doenças, morri de vontade de comprar umas 30 unidades, e estocar em casa, e garantir minha saúde pelo resto da vida. Poderia até fundar uma nova igreja, com o nome de “Congregação Pomada Paralela da Fé”, mas como a pomada não curava cegueira e nem paralisia, abandonei a idéia. Novela também é assim, caso não queira ver a novela da Globo, você pode assistir uma novela Mexicana. Já na política, quando você se enche de votar no Lula, ou no Serra, você pode votar num político paralelo, como o Levy Fidelix, eu iria citar o Enéias, mas esse já se foi e deixou uma herança de paralelos dele mesmo, como a Doutora Havanir entre outros. O paralelo está aí ao nosso lado, como uma segunda opção, mais barata, é claro que as vezes o Paralelo saí mais caro, vide o Ronaldo Fenômeno com suas mulheres paralelas no Rio de Janeiro.